EFICÁCIA


Desaparecimento dos afrontamentos, insónias, irritabilidade e crises depressivas. Humidificação da vagina e melhoria da vida sexual. Redução de dores ósseas. Normalização da pressão arterial e do colesterol. Normalização do peso. Melhoria da pele e do cabelo. Redução da perda da massa óssea (por vezes, até aumenta), com redução em 50% do risco de fracturas. Grande redução do risco de doenças cardíacas que são a principal (50%) causa de morte das mulheres (o cancro é causa de morte em apenas 5%). E, ainda, melhoria substancial da qualidade de vida e da longevidade.

Em síntese, transcrevemos as conclusões do primeiro Congresso da Sociedade Europeia de Menopausa (Montreux, Setembro de 1995), na qual foram analisados detalhadamente os seguintes aspectos: ossos e articulações, doenças cardiovasculares, problemas da bexiga, aspectos mentais e sexuais, cancros hormonodependentes, estilo e qualidade de vida e aspectos práticos.



Ossos e articulações:


A medição da massa e densidade dos ossos é a forma mais rigorosa de previsão do risco de fracturas. É muito mais válida do que o doseamento do colesterol para se prever o risco de doenças cardiovasculares. Os estrogénios são o tratamento de eleição para se evitar a osteoporose após a menopausa (com a junção de progestogénios se a mulher tiver ainda útero). Quando o seu uso estiver contra-indicado há medicamentos que evitam com eficácia a desmineralização óssea. As doenças articulares podem também melhorar com estes tratamentos. Todas as mulheres, de qualquer idade, devem ingerir suplementos de cálcio e vitamina D.

 

 


Doenças cardiovasculares:


As doenças coronárias são a principal causa de morte das mulheres europeias. É urgente adoptar medidas que reduzam o risco destas doenças nas mulheres pós-menopáusicas, essencial para a saúde pública e individual. Há evidência de que os estrogénios são muito eficazes na prevenção primária e secundária destas lesões arteriais. Os estrogénios podem normalizar as alterações metabólicas subjacentes (colesterol, resistência à insulina, etc.). Exercem também efeitos directos benéficos sobre o coração e vasos.

 

 


Problemas da bexiga:


Os estrogénios melhoram a incontinência urinária e outros problemas urogenitais, tais como as infecções urinárias da repetição.

 

 


Estilo e qualidade de vida:


O tratamento com estrogénios melhorará, geralmente, a qualidade de vida. A segurança e a eficácia destes tratamentos não são suficientes para garantir que os tratamentos durem muitos anos, como é indispensável para se colherem todos os benefícios. É cada vez mais necessário uma boa informação das mulheres e aconselhamento médico detalhado. O papel desempenhado por grupos de apoio é muito importante.



Aspectos práticos:


As hormonas utilizadas (estrogénios e progestagénios) têm características diferentes, o que exige a sua adaptação a cada caso para se evitarem alguns efeitos secundários. Os esquemas e vias da administração são variáveis e adaptáveis a cada caso. Desde que se sigam rigorosamente os princípios já estabelecidos, os tratamentos são seguros e eficazes.

 


É preciso que continue a aprofundar-se o estudo da menopausa aos níveis nacional e europeu como forma de progresso. É indispensável a realização de inquéritos nacionais e europeus para que se determine se os problemas médico-sociais da mulher europeia diferem consoante os seus países. É também indispensável demonstrar perante os governos de cada país que a terapêutica hormonal de compensação na menopausa é altamente preventiva das doenças cardiovasculares e ósseas. Estas acções, que devem ser comparticipadas ou subvencionadas por cada Estado, contribuem para grandes economias nos orçamentos da Saúde e para uma melhoria da saúde pública e individual.



 
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